Em nossa 8ª edição do Seminário Previdência Complementar em Debate, propomos uma reflexão profunda e inédita inspirada na obra clássica de Peter L. Bernstein. Sob o tema central "Desafio aos Deuses: O Preço de Tentar Controlar o Futuro", mergulhamos na fascinante jornada da humanidade em busca de domar a incerteza e construir estabilidade no longo prazo.
Convidamos você a participar deste encontro para desenvolver uma visão crítica e ampliada sobre gestão de riscos e resiliência dos nossos sistemas. É o momento de debatermos juntos se a prudência tem gerado os efeitos esperados e como podemos encarar os desafios do futuro de maneira diferente e inovadora.
Mantendo a fórmula que consagrou as edições anteriores, o IPCOM e a APEP unem forças mais uma vez nesta edição de 2026. Reuniremos palestrantes renomados, autoridades e especialistas do setor em painéis dinâmicos, promovendo um debate essencial sobre as falhas, os acertos e os próximos passos do nosso ecossistema.
Deixamos aqui algumas informações e dicas para você aproveitar o evento da melhor maneira possível:
1. A participação no evento contará crédito no PEC IPCOM (8 pontos) e no PEC ICSS (4 pontos). Para que esse crédito seja devidamente contabilizado, preencha corretamente todos os campos do formulário de inscrição e assista a todos os painéis do Seminário.
2. O almoço e coffee breaks estão incluídos no valor da inscrição e acontecerão no próprio local do evento.
3. Assim que você chegar, dirija-se à recepção e faça o seu credenciamento para evitar atrasos. O evento começará pontualmente.
4. Considere a melhor opção de transporte para chegar ao evento sem contratempos. Verifique previamente as rotas e o trânsito para evitar atrasos. Se optar pelo transporte próprio, há estacionamentos nas proximidades do local do evento, porém as vagas são limitadas. Por isso é bom ter à mão outras opções nas proximidades. Recomendamos o uso de transporte por aplicativo ou táxi.
5. Certifique-se de conhecer bem a localização do evento e planeje sua chegada com antecedência, para que você tenha tempo de realizar o credenciamento antes do início do primeiro painel.
Se tiver alguma dúvida, fale conosco.
Sim. O evento contabilizará crédito no PEC IPCOM (8 pontos) e no PEC ICSS (4 pontos). Contudo, para que esse crédito seja devidamente considerado, você precisa preencher corretamente todos os campos do formulário de inscrição e assistir a toda a programação.
Não. A organização do evento irá enviar a lista dos participantes efetivos diretamente para o ICSS.
O evento, que acontece em 16 de setembro, no Bisutti Traffô, em São Paulo, será feito exclusivamente no modelo presencial.
Profissionais de entidades, instituições ou empresas associadas à APEP ou ao IPCOM têm cotas de inscrições gratuitas. Quando essas cotas se esgotarem, haverá necessidade de pagar a inscrição.
Não. O Seminário será aberto para participação de profissionais que queiram discutir as últimas tendências e desenvolvimento do setor de previdência complementar no Brasil. Para participar, basta efetivar a inscrição paga.
Estão incluídos no valor da inscrição o acesso ao Seminário, material dos patrocinadores, coffee breaks, e almoço.
Você pode substituir ou cancelar a sua inscrição até 11 de setembro de 2026. Após essa data, a sua inscrição será considerada definitiva, sem a possibilidade de substituição ou devolução do valor pago.
Não. Há estacionamentos próximos ao local do evento, porém as vagas são limitadas. Recomendamos o uso de transporte por aplicativo ou táxi.
No caso das inscrições pagas, você pode fazer o pagamento instantâneo, por meio de cartão de crédito, ou fazer o pagamento faturado para a sua empresa, entidade ou instituição. Se você tiver alguma dúvida sobre pagamentos, fale com a Secretaria da APEP: secretaria@nova-apep.org
Não é possível fazer o pagamento por meio de boleto bancário.
Confira a programação que preparamos para esse Seminário.
* Agenda sujeita a alterações / ** Moderador(a) do painel
Conheça algumas perspectivas sobre o livro "Desafio aos Deuses: O Preço de Tentar Controlar o Futuro", a principal obra que inspira o VIII Seminário.
A obra Against the Gods: The Remarkable Story of Risk, de Peter L. Bernstein, publicada originalmente em 1996, permanece como uma das mais relevantes reconstruções históricas e intelectuais sobre a formação moderna da ideia de risco. O título, por si só, já antecipa o argumento central do livro. Against the Gods significa, literalmente, “contra os deuses”, mas também faz ressoar, em inglês, a expressão against the odds, isto é, “contra as probabilidades” ou “apesar das chances desfavoráveis”. O jogo de linguagem aproxima, no próprio título, duas dimensões fundamentais da obra: a superação progressiva da submissão ao destino e o nascimento de uma racionalidade fundada no cálculo das probabilidades.
Bernstein não trata o risco como simples sinônimo de perigo. O risco, em sua acepção moderna, surge quando a incerteza passa a ser compreendida como objeto de decisão. Há risco quando o futuro é desconhecido, mas não inteiramente inacessível à razão; quando não há certeza, mas existem elementos suficientes para estimar cenários, comparar alternativas e assumir responsabilidades. Filosoficamente, o risco situa-se entre a fatalidade e a certeza. Se tudo estivesse previamente determinado, não haveria decisão. Se tudo fosse plenamente conhecido, não haveria incerteza relevante. O risco pertence ao espaço intermediário da ação humana, no qual se decide sem garantia absoluta, mas também sem pura entrega ao acaso.
Essa é a passagem civilizatória que Bernstein descreve. A humanidade, durante longo período, relacionou-se com o futuro por meio da fortuna, dos oráculos, da vontade divina ou da resignação diante do destino. A modernidade altera esse modo de compreensão. Com o desenvolvimento da teoria das probabilidades, da estatística, das tábuas de mortalidade, dos seguros, da matemática financeira e da teoria da decisão, o futuro deixa de ser apenas um campo de mistério e passa a ser também um campo de estimativa. O acaso não desaparece, mas deixa de ser tratado apenas como manifestação desconhecida de forças externas à razão humana.
A vertente matemática do risco nasce dessa transformação. A probabilidade permite atribuir medida a eventos incertos. A estatística identifica regularidades em grandes populações. A matemática financeira organiza a comparação de valores no tempo. A ciência atuarial converte hipóteses biométricas, econômicas e demográficas em projeções de longo prazo. A gestão de riscos, por sua vez, estrutura essas informações para orientar decisões em ambientes de incerteza. Nada disso elimina o imprevisível. O cálculo não domina o futuro, permitindo apenas que a decisão humana seja menos arbitrária, mais documentada e responsável.
Essa distinção ganha relevo na previdência privada, os planos de benefícios são instituições construídas sobre promessas de longa duração e dependentes de hipóteses sobre longevidade, inflação, juros, retorno dos investimentos, comportamento contributivo, crescimento salarial, composição familiar, dinâmica do mercado de trabalho, alterações regulatórias e decisões judiciais. Cada uma dessas variáveis contém incertezas próprias. A boa técnica atuarial, financeira e jurídica não se presta a negar essas incertezas, mas a reconhecê-las, mensurá-las quando possível, explicitar suas premissas e submetê-las a mecanismos adequados de governança, tudo sempre buscando a mitigação do risco.
Por isso, o risco no ambiente da previdência não pode ser compreendido como anomalia do sistema. Ele integra a própria natureza dos contratos de longa duração. Há risco biométrico quando a população vive mais do que o projetado. Há risco financeiro quando os ativos não acompanham a evolução do passivo. Há risco de liquidez quando o fluxo de pagamentos não se ajusta à disponibilidade dos recursos. Há risco jurídico quando decisões judiciais alteram bases de custeio, elegibilidade ou responsabilidade. Há risco regulatório quando novas normas modificam deveres, prazos, padrões de solvência ou critérios de supervisão. Há, ainda, risco de governança quando decisões complexas são tomadas sem informação suficiente, sem registro adequado ou sob pressões incompatíveis com o dever fiduciário.
A contribuição de Against the Gods está em demonstrar que sociedades maduras não são aquelas que prometem a eliminação do risco, mas aquelas que constroem instituições capazes de enfrentá-lo com método. A previdência complementar fechada é uma expressão dessa construção institucional, quando transforma poupança presente em proteção futura. Em seu cerne está a tentativa de dar forma jurídica, econômica e atuarial a compromissos que atravessam décadas.
Paradoxalmente, a própria evolução da gestão de riscos revela que a busca pela eliminação completa da incerteza pode produzir novas fragilidades. Na previdência complementar, estratégias excessivamente conservadoras podem comprometer a capacidade de formação de reservas adequadas no longo prazo, enquanto exposições excessivas podem colocar em risco a sustentabilidade dos compromissos assumidos. A prudência, portanto, não consiste na recusa do risco, mas na sua adequada compreensão e administração. O desafio da governança está justamente em encontrar o equilíbrio entre segurança e desempenho, reconhecendo que toda decisão relevante envolve a aceitação consciente de determinados riscos em benefício dos objetivos institucionais.
A obra de Bernstein, portanto, interessa diretamente ao debate previdenciário contemporâneo. O risco não é apenas uma variável técnica, uma métrica de investimento ou uma informação inserida em relatórios. É também uma categoria ética e institucional. Decidir sob risco significa decidir sobre o futuro de terceiros.
O título Against the Gods conserva, assim, sua força simbólica. Administrar riscos é, em certa medida, afastar a ideia de que o futuro pertence apenas aos deuses ou ao destino, com o consequente reconhecimento de que o cálculo das probabilidades não autoriza a ilusão de controle absoluto. Entre o fatalismo antigo e a confiança excessiva na técnica, há o campo próprio da governança: o espaço em que matemática, direito, regulação, prudência e responsabilidade intergeracional devem dialogar.
A previdência privada vive exatamente nesse território e a obra de Bernstein se encaixa perfeitamente quando indica que o risco não deve ser ocultado, dramatizado ou banalizado, devendo, acima de tudo, ser compreendido e estudado como matéria própria da decisão responsável.
Ana Paula Oriola De Raeffray
Arthur Pires
Agradecemos o patrocínio e apoio dos seguintes parceiros institucionais, cujo compromisso e contribuição foram essenciais para a realização desse Seminário.

















A data-limite para realizar trocas ou cancelamento de inscrições é até o dia 11/9/2026. Após essa data, todas as inscrições serão consideradas como definitivas, sem a possibilidade de devolução dos valores pagos.
O evento contabilizará crédito no PEC IPCOM (8 pontos) e no PEC ICSS (4 pontos). Contudo, para que esse crédito seja devidamente considerado, você precisa preencher corretamente todos os campos do formulário de inscrição e assistir a toda a programação.
Os dados pessoais informados na ficha de inscrição para eventos poderão ser compartilhados com os associados da APEP e do IPCOM, patrocinadores, parceiros e prestadores de serviços, para promoção de suas atividades em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados – LGPD, nº 13.709/2018.
A sua imagem poderá ser usada, de maneira coletiva e meramente ilustrativa, no material de divulgação do evento, incluindo peças digitais, audiovisuais, e físicas, em todos os canais de comunicação da APEP, do IPCOM e dos patrocinadores.